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Competidores colaboram para consolidar o modelo SDN

17 de Setembro de 2014 - 11h11

Quem projeta uma rede está acostumado a montar caros e desafiadores quebra-cabeças. As incompatibilidades entre as tecnologias dos vendors do mercado de network e a complexidade de configuração de rotas e aplicações representam, sempre, mais trabalho para os gestores de rede. Esse quadro está sendo mudado.

A chegada do modelo SDN (Software Defined Network, rede definida por software) marca um momento de intensa colaboração entre os principais players deste mercado.

Pense nas principais marcas do mundo da infraestrutura de TIC - todos, sem exceção, estão neste exato instante reunidos em grupos multidisciplinares, estudando como garantir a interoperabilidade total entre suas ofertas e a de seus competidores. Eles tentam transformar a rede em algo programável, replicável e sem intervenção humana, diminuindo o risco de erros e o tempo de implantação.

Cada vendor traz para esses fóruns de discussão sua expertise particular - em geral, o profundo domínio sobre uma camada de rede, da infraestrutura básica ao nível das aplicações.

POC (provas de conceito) testam alinhamento entre vendors

Mais do que discutir conceitos teóricos, os maiores experts do mercado global de networking estão realizando de forma incansável POC (prova de conceito) atrás de POC. O objetivo desses experimentos é testar e ampliar a interoperabilidade entre as tecnologias dos "n" vendors que apostam no SDN.

A razão para essa abertura é simples: o modelo SDN veio para ficar e, para produzir os resultados que se espera, exige o perfeito alinhamento entre os diversos devices e softwares disponíveis no mercado.

Na maior parte das vezes, essa colaboração tem como objetivo final garantir a performance, segurança e disponibilidade do coração de todo o universo ICT: as aplicações. É a partir da demanda das aplicações que a infraestrutura SDN está sendo pensada, e pensada pela indústria toda. Cada camada de rede tem de ser revista e reinventada para, agora no modelo SDN, prover os serviços certos para a aplicação dar tudo de si.

É bom lembrar que o grande ganho do SDN é permitir a programabilidade das redes, que passam a ser configuradas em questão de minutos ou horas, não mais dias, semanas ou meses. Essa agilidade serve à aplicação, que, com o SDN, passa a estar disponível e com a correta qualidade de serviço num prazo muito, muito menor do que o mercado estava acostumado a ver.

O desafio da orquestração

Ora, essa programabilidade depende de muitos fatores - fatores que, no modelo SDN, passam forçosamente pelas plataformas de todos os líderes do mercado de infraestrutura. Um dos pontos que tem de ser equacionado, por exemplo, é a orquestração entre todos os elementos do SDN, independentemente de se estar trabalhando com a tecnologia do vendor A ou B.

A correta orquestração é o que define que esse ambiente sempre elástico - o SDN - seja configurado e opere a partir das políticas de segurança e performance corretas.

Essas políticas estão sendo acordadas em grupo, por meio de discussões entre os principais fornecedores do mercado. O que todos buscam é uma convergência voltada para padrões e arquiteturas abertas.

De 2013 para cá o mercado avançou muito na padronização do que seria o "encanamento" ou "tubos" de comunicação do modelo SDN. As principais batalhas, hoje, dizem respeito à entrega da performance e disponibilidade que se espera do SDN.

Maximizar a performance do ambiente SDN, sempre multivendor e voltado para plataformas abertas, é uma missão desafiadora. Somente o suporte real de toda a indústria aos padrões que resolvem os conflitos inerentes de ambientes híbridos pode garantir que o avanço para o SDN trará os resultados esperados.

A busca de todos é por um alinhamento entre diferentes tecnologias que, de fato, suporte o modelo SDN - um universo onde as redes de alta performance serão programadas em instantes, de forma simples e segura. Independentemente da marca da tecnologia em questão.

*André Mello é country manager da F5 Networks Brasil

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