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A era pós PC e a infraestrutura de servidores

27 de Novembro de 2013 - 15h03

*Henrique Amaral

A chamada era pós PC foi batizada por Steve Jobs em seu lançamento do iPad 2. Hoje os dispositivos tablets e smartphones ultrapassam em muito os PCs e notebooks na lista de preferidos de consumo da população mundial. Existem dados de institutos de pesquisa que apontam que os smartphones superaram em vendas os celulares comuns, aqueles com função simples de telefonar para alguém.

Mas o que houve com o PC? Na verdade nada. E esse fato é assustador para os grandes fabricantes de PC. No começo, na década de 80 e 90, quando surgiram e cresceram, o PC era o sonho de consumo de toda família, além de uma inovadora ferramenta de trabalho com aplicativos de planilhas, instrumento de estudo com os aplicativos de processamento de textos e de diversão com jogos variados.

A sinergia “WIntel” cresceu e se solidificou, e foi aí que o PC passou a ter um papel fundamental no avanço da tecnologia. Podemos dizer que ele quebrou muitas barreiras ao invadir as empresas e tornando-as mais ágeis. E o avanço dessa tecnologia, trazendo processadores mais rápidos, menores, e quase sempre pelo mesmo preço, fez com que o PC galgasse espaço nos CPDs como servidores. Hoje, a presença desses PCs Servers nos CPDs das empresas é enorme.

No meio do caminho, porém, algo mudou. E a internet foi um dos principais ingredientes desta mudança. De centro dos lares, o PC passou a ser a porta de entrada para um mundo muito mais interessante. Enquanto a web provia conteúdo, interação, diversão e comunicação, o PC sem internet passou a ser uma caixa meio obsoleta.

O PC então mudou de função, passou a ser a porta de entrada para a internet. Enquanto isso, surgiam novas tecnologias, de manuseio mais fácil. Aparelhos que nos quais não era necessário “dar boot”, aparelhos que eram mais portáteis, que foram desenvolvidos pensando em como seriam usados, por quem seriam usados e quando seriam usados.

O iPhone teve papel fundamental por ter sido o líder desta era. Depois dele vieram os dispositivos Android, o iPad, e os tablets. Mais portáteis que o PC, sempre conectados – por Wi-Fi ou por 3G –, passaram a ser a porta ideal para a internet.

Esses novos dispositivos trouxeram novas funcionalidades como câmeras e GPS. Knock-out! Venda de PCs em declínio. Venda de smartphones e tablets bombando. Milhares de novas aplicações surgiram e popularizaram ainda mais a adoção destes dispositivos.

Impacto nas empresas

O que essa mudança vai influenciar nos CPDs das empresas? O declínio dos PCs põe na berlinda a supremacia “WIntel” pela primeira vez. Os novos queridinhos das vendas são em grande maioria formados por dispositivos RISC rodando sistemas operacionais UNIX like

Essa briga já é bem conhecida nos CPDs. Servidores “WIntel” versus servidores RISC com UNIX. A mudança agora é que com o fim da era do PC, a dupla “WIntel” está cada vez menos presente na vida das famílias. E no ambiente de TI? Será que esse avanço do RISC com UNIX vai gerar algum impacto adicional?

O atual mercado está trabalhando para que a resposta seja sim, e investindo massivamente nisso. Um exemplo foi o recente anúncio do consórcio OpenPower entre Google, IBM, NVidia, Mellanox e Tyan.

O objetivo primário desse consórcio é aumentar ainda mais a presença dos processadores Power nos CPDs. Gerar um ecossistema de tecnologia em torno desta arquitetura de processadores que adicione mais valor e possam ser uma grande opção para a infraestrutura.

Hoje basta uma simples quotação de preços para verificar que os servidores RISC são mais baratos e mais performáticos que os concorrentes “WIntel”, trazendo como bônus maior confiabilidade e disponibilidade desta arquitetura.

Que a era pós PC traga alegria para sua família! E se você for de TI, para seu data center!

*Henrique Amaral é executivo de Power da IBM Brasil

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