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Como tirar máximo proveito dos dados?

28 de Junho de 2013 - 00h45

* Por José Luis Spagnuolo     

Vivemos na era da informação. Mais que isso, vivemos na era do excesso de informação. Já não damos conta de responder a todos os e-mails ou, até mesmo, de lê-los, de acompanhar e comentar os posts e os tuítes.

Quando menos esperamos, somos “marcados” na foto antiga do tempo do colégio. Tudo isso se transformando em dados que circulam livre e velozmente pelo mundo virtual. Se para nós, pessoas físicas, já não é possível acompanhar e controlar as informações pessoais, o que dizer do mundo dos negócios, onde um dado pode se transformar em uma importante estratégia ou numa grande dor de cabeça?

Neste contexto, Big Data tornou-se a expressão do momento no mundo corporativo, um fenômeno sobre o qual as grandes empresas de tecnologia se debruçam em busca de soluções que transformem dados em valores para as corporações. Com este desafio, surgem as tecnologias de análise, capazes de processar uma quantidade enorme de dados através de algoritmos matemáticos minuciosamente desenvolvidos, trazendo às empresas conclusões valiosas para seu negócio.
Marcas e produtos estão mais expostos do que nunca. Uma foto ou um comentário, seja positivo ou negativo, verdadeiro ou não, postado nas redes sociais, pode circular o planeta em tempo recorde.

A mobilidade trazida pelos smartphones turbinou ainda mais a geração de dados. Só no Brasil foram comercializados 15,4 milhões de unidades de smartphones em 2012. Hoje, uma pessoa em qualquer lugar do mundo pode gerar informação relevante para uma empresa. Não por acaso, o número de tuítes por minuto atingiu hoje a casa dos 100 mil.

Este fenômeno tem criado demandas por novos profissionais e tecnologias, e as aplicações do Big Data tem se espalhado por todos os setores da sociedade. O sistema que permite tomada de decisões estratégicas por parte das empresas pode também ser a ferramenta para previsões relacionadas a epidemias, por exemplo, a partir da análise de posts nas redes sociais. Ou seja, não há limite para o sistema. Seu uso pode ser benéfico para o conhecimento de hábitos de compra de um cliente, através de dados estruturados da operadora de crédito ou direcionando as ações de marketing de um banco, como exemplos.

Então, este é o momento para as empresas investirem em tecnologia, transformando informações em valores e estratégia competitiva. Temos muitos exemplos de sucesso que podem mostrar a eficiência desta análise. 

O mais emblemático da atualidade, que mostra a versatilidade da tecnologia, foi a sua utilização na eleição americana. Com um gigantesco banco de dados sobre os eleitores, a equipe do candidato Barack Obama montou um verdadeiro quartel-general. Só que, dessa vez, os comandantes do QG não eram cientistas políticos, mas especialistas em análise de grandes quantidades de dados, cuja missão era trabalhar exclusivamente com Big Data. A tecnologia foi fundamental numa das mais bem sucedidas estratégias de campanha presidencial, que manteve o presidente americano por mais quatro anos na Casa Branca.

A análise inteligente de dados também tem sido utilizada com eficácia em diversos mercados. As empresas podem tirar máximo proveito destas soluções para reunir informações competitivas relacionadas ao mercado no qual a empresa atua, traçando ações efetivas junto ao corpo diretivo, para que as metas sejam atingidas (e, até mesmo, superadas), colocando sua empresa a frente no mercado.

* Por José Luis Spagnuolo é diretor de Smarter Analytics e Cloud Computing da IBM Brasil.

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