API da semana

Por felipe.dreher
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As APIs são a "cola" da Internet.
Entusiasta por tecnologia e geek convicto, Kleber Bacili é CEO da Sensedia

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APIs para quê? Análise genética, atividade física, culinária...

01 de Novembro de 2013 - 15h30

Entre os dias 23 e 25 de outubro, São Francisco sediou a segunda edição do evento "API Strategy & Practice", totalmente focado em APIs, no qual foi possível conferir algumas das principais novidades tecnológicas e estudos de casos do mundo. Um dos painéis que mais me chamou a atenção foi um intitulado: “Quantified Self”. Fiquei curioso e fui conferir! 

FitBit pulseira

Pulseira FitBit

A primeira empresa a participar desse painel foi a Fitbit, que hoje é, provavelmente, o fabricante mais badalado dos EUA de uma família de dispositivos que o usuário coloca no pulso ou no bolso e que são capazes de medir suas atividades – quantidade de passos, calorias gastas e até mesmo a qualidade do sono.

23andme LogoA segunda empresa, chamada 23AndMe, é ainda mais curiosa. Eles introduziram no mercado um kit para teste de DNA capaz de identificar mais de 240 condições de saúde ou riscos em potencial e predisposições genéticas apenas com o uso de um pouco de saliva. Mas revolucionário mesmo aqui é o preço: US$ 99.

A seção continuou me surpreendendo quando conheci a terceira empresa, chamada Yummly, um kit “website + mobile app” com um banco de dados enorme de receitas culinárias. O interessante é que você pode marcar as receitas como favoritas e fazer filtros bastante específicos baseados nas suas preferências, possíveis restrições e no seu histórico de receitas favoritas.

A quarta empresa a participar do painel foi uma “velha conhecida” nossa, o Facebook, que dispensa apresentação, mas que, nesse painel, mostrou sua estratégia de colecionar muito mais informações sobre seus usuários – ouvi alguém pensar em mais publicidade direcionada?

Até aí, legal, mas o evento era sobre APIs, lembra-se? Bom, o ponto a destacar é que todas essas empresas possuem APIs abertas para que parceiros possam construir aplicativos que interajam com elas.

Foi então que o tal do “Quantified Self” passou a fazer sentido: todas essas aplicações estão gerando dados sobre o usuário (“Self”, se você se colocar na posição de usuário), e esses dados estão sendo usados para quantificar (“Quantified”) o seu “eu”. Simples não?

Interessante que, com a autorização do usuário, tanto esses quanto outros Apps podem trocar dados e te levar a conclusões surpreendentes sobre você mesmo. Por exemplo: Porque não uma coleção receitas sem glúten da Yummly para pessoas identificadas pela 23AndMe com doença celiática (intolerância a glúten)? Ou, que tal sugestões de um cardápio reforçado da Yummly integrado com objetivos mais agressivos para suas atividades físicas medidas pelo Fitbit? Pegou, né? Enfim, as opções são super abrangentes!

Tudo isso é possível por meio de integrações construídas pelos aplicativos usando suas APIs abertas. Depois dessas, fico me perguntando: quais outros dados sobre o Quantified Self seríamos capazes de integrar?

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