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Blockchain é a internet do valor, define CTO da IBM

Executivo cita quatro passos para introdução da tecnologia para clientes

22 de Março de 2018 - 09h41

Blockchain é a internet do valor, capaz de prover rastreabilidade e, consequentemente, segurança e transparência para diversos tipos de processos. É o que defende Luis Liguori, CTO da IBM no Brasil.

Na prática, o executivo cita o caso do projeto de blockchain em parceria com a rede de alimentos BRF para o projeto “Food Tracking”, que rastreou produtos por meio de blockchain. O objetivo é que o consumidor tenha acesso, de maneira simples e objetiva, à procedência dos alimentos, considerando todas as etapas do negócio: produtiva, comercial e logística.

Outro exemplo apontado pelo executivo é um projeto com o Walmart no México, semelhante ao realizado no Brasil com a BRF, mas que utilizou toda a cadeia de plantio e distribuição de mangas no processo de exportação aos EUA.

Para impulsionar a criação de modelos corporativos de blockchain, a IBM traz para a América Latina um hub baseado no IBM Cloud com capacidades de blockchain. A iniciativa, segundo Liguori, ajudará empresas a sanar uma das suas maiores dificuldades: criar modelos e implementá-los. "É muito simples: é clicar e a plataforma cria instância com todos os componentes", resume.

Integração

A ferramenta é simples, mas o desafio, a partir disso, é mais complexo: a integração com sistemas internos das organizações. "O cliente pode fazer, escolher um parceiro ou a IBM pode ajudar nesse processo."

Como forma de orientação a clientes interessados - mas sem conhecimento profundo - em blockchain, o executivo conta os quatro passos seguidos pela IBM.

O primeiro deles é o "let's talk", que visa de fato apresentar a ferramenta, explicar seu funcionamento, benefícios etc.

Na sequência, a empresa parte para testes, para desenvolvimento e criação. Com um protótipo em mãos, a IBM usa métodos de design thinking para avaliar casos de usos - tudo realizado na sua garagem de inovação.

Com os três passos concluídos, o último deles é escalar o projeto. "Temos equipes preparadas para todas essas fases. A conversa aqui não é com o profissional de tecnologia, mas sim com o de negócios", completa.