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BlackBerry vence disputa por royalties de US$ 815 milhões com a Qualcomm

Fabricante de chipset também enfrenta acusação parecida por cobranças indevidas de royalties por parte da Apple

13 de Abril de 2017 - 17h09

A Blackberry anunciou nesta quarta-feira, 12, que foi declarada vencedora em uma decisão de arbitragem sobre ter pago royalties excessivos para a fabricante de chips Qualcomm no valor de US$ 815 milhões.

As duas empresas entraram em um acordo em abril do ano passado para levar à arbitragem uma discussão sobre se a Qualcomm deveria cortar determinados royalties aplicados aos pagamentos feitos pela BlackBerry por conta de um acordo de licenciamento feito entre as companhias.

Essa não é a primeira vez que a Qualcomm enfrenta acusações desse tipo. A Apple entrou com um processo contra a fabricante em janeiro deste ano, alegando que, entre outras coisas, a empresa estaria cobrando os royalties com base no preço de venda dos smartphones e não com base no valor do chipset específico fornecido para o iPhone.

Além disso, a Qualcomm também já foi alvo de ações de órgãos reguladores. Em dezembro, a companhia foi multada pela agência antitruste da Coreia do Sul. Um pouco depois, em janeiro, a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) acusou a fabricante em um processo de obrigar fabricantes de celulares a aceitarem termos de licenciamento injustos.

A disputa entre BlackBerry e Qualcomm parece ter terminado de forma amigável, com o CEO da primeira, John Chen, dizendo que as duas companhias continuam sendo “parceiras de tecnologia”. O executivo afirmou ainda que estava ansioso em colaborar com a Qualcomm em segurança para circuitos integrados específicos para aplicativos e tecnologia para aplicações automotivas, mercados em que a BlackBerry entrou após parar de fabricar smartphones para focar em software.

Anteriormente, a Qualcomm tinha afirmado que as acusações da BlackBerry não tinham mérito. A fabricante de chips afirmou nesta semana que não concorda com a decisão da arbitragem, mas que ela é final e não pode ser apelada. A decisão da arbritagem é limitada aos pré-pagamentos que eram únicos do acordo entre a BlackBerry e a Qualcomm e não possui nenhum impacto sobre acordo com outras companhias, destaca.