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Big data e AI são tendências para processos de recrutamento e seleção

Pesquisa do LinkedIn mostra tecnologias entre os principais recursos para o futuro

18 de Janeiro de 2018 - 18h43

O LinkedIn lançou esta semana sua pesquisa anual de Tendências de Recrutamento, que mostra quatro grandes tendências que as empresas estão utilizando para a seleção de novos funcionários em 2018. Entre ela, estão as tecnologias de big data e inteligência artificial (AI).

Realizada com 8,8 mil gestores de RH ao redor do mundo, incluindo 550 do Brasil, a pesquisa tem como objetivo mostrar como que as empresas estão mais atentas à novas técnicas de recrutamento, incluindo a utilização dessas tecnologias para adquirir mais conhecimento sobre as habilidades interpessoais e técnicas do candidato. Os entrevistados foram selecionados com base em informações de seus perfis no LinkedIn.

Segundo o relatório, é hora de uma nova era de recrutamento que foca nas partes mais gratificantes do trabalho - a humana e a estratégica.

As empresas estão usando big data e AI para responder a todos os tipos de questões, mas geralmente o propósito de entender problemas não revelados, como os motivos de desgaste saídas de empregos anteriores e gaps de habilidades.

A verdade é que a inteligência artificial (AI) se tomou um forte suporte para o recrutamento e provavelmente continuará a assumir alguns dos aspectos mais repetitivos do trabalho.

Por exemplo, já existe software (incluindo o LinkedIn Recruiter, que será lançado este ano) que permite automatizar pesquisas de candidatos e encontrar rapidamente perspectivas que correspondam aos critérios desejados.

E novas ferramentas para entrevistas que agora analisam os currículos e eliminam, automaticamente, aqueles candidatos que não correspondem ao perfil da vaga.

Nem sempre o melhor candidato é o que se graduou na melhor universidade, domina mais de dois idiomas, e se saiu bem nas dinâmicas de grupo. Testes de habilidades interpessoais, utilizando realidade virtual e entrevistas em vídeo, estão substituindo o modelo tradicional de entrevistas. E chatbots estão sendo usados para o relacionamento com os candidatos, quando não há a necessidade da interação com humanos.

Entre os objetivos que têm levado ao uso dessas novas ferramentas estão as avaliações de soft skills, que medem traços como trabalho em equipe e curiosidade e dão uma imagem mais holística dos candidatos no início do processo.

Confira todos os gráficos do estudo.