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Benefícios flexíveis: Qualidade de vida para os funcionários

A adoção de benefícios flexíveis é uma alternativa para auxiliar os gestores no necessário ajuste entre corte de gastos e motivação da equipe

27 de Janeiro de 2017 - 17h19

Você já parou para pensar se os benefícios corporativos concedidos por sua empresa aos empregados atendem às necessidades deles?  Até que ponto o pacote de benefícios contribui para melhorar a qualidade de vida dos colaboradores e, consequentemente, seu comprometimento com a empresa?

A adoção de benefícios flexíveis é uma alternativa para auxiliar os gestores no necessário ajuste entre corte de gastos e motivação da equipe, na medida em que esse tipo de política tem potencial de melhorar significativamente a qualidade de vida dos colaboradores sem representar custos extras para as empresas.

Um exemplo é o caso de uma companhia com funcionários de faixas etárias distintas — um grupo na faixa de 20 e poucos anos, outro na faixa de 40. Para o primeiro, mais do que ter um plano de saúde com hospitais de ponta, seria útil que a empresa concedesse apoio educacional, voltado a cursos de línguas estrangeiras ou pós-graduação. Para o segundo grupo, por outro lado, um plano de saúde com acesso a bons hospitais, inclusive para os filhos, poderia ser mais interessante.

O primeiro passo para chegar a esse ajuste fino é fazer um balanço dos benefícios já fornecidos, considerando-se inclusive aqueles que são obrigatórios por lei (como seguro de vida ou vale alimentação, dependendo das condições da empresa), além de identificar facilidades que muitas vezes nem são considerados como benefícios, como a possibilidade de se fazer home office, flexibilidade de horários ou a oferta de frutas durante o expediente.

Os passos seguintes  a definição das novas opções de benefícios e sua adequação aos vários perfis de colaboradores  são os principais desafios no processo. Afinal, é praticamente impossível para a equipe de recursos humanos conhecer as condições de vida de cada empregado.

Diante dessa dificuldade, mecanismos intermediários, que combinem desejos expressos pelos colaboradores com características de comportamento, gênero, classe social e status familiar, podem ser um ponto de partida em favor da organização da flexibilidade. Talvez o desafio seja maior, mas certamente os resultados serão mais efetivos e duradouros.

Marcio Fujimura e Danilo Lima são diretores da Íons Benefícios.