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Bancos precisam mudar processos para viabilizar transformação digital

Mais que mudança na infraestrutura, a transformação digital nos bancos exige uma mudança nos processos, no mindset dos funcionários e na tecnologia, diz especialista da DXC Technology

03 de Julho de 2017 - 12h29

A corrida dos bancos rumo à transformação digital vai exigir mais que uma mudança nas redes, internet e na infraestrutura, uma mudança nos processos, no mindset dos funcionários e na tecnologia.  “É uma mudança cultural, pois o modelo digital é baseado em interação, colaboração e plataforma. Produtos serão secundários. O foco da estratégia deve ser na interação”, afirma Raymundo Vasconcelos, diretor de tecnologia (CTO) da DXC Technology.

O executivo observa que os bancos estão sendo cada vez mais desafiados a fornecerem serviços inovadores e modernos. Esses desafios, segundo ele, englobam três grandes vertentes: contexto de negócio, experiência do cliente e transformação do processo do modelo de negócio. Por isso, Vasconcelos diz que cada empresa tem que definir uma estratégia para cada um desses grupos. “A transformação digital exige a adequação da TI, com a mudança do modelo de aplicações para o de plataforma.”

Para o CTO da DXC, os bancos, assim como as empresas, precisam pensar no contexto do negócio, tendo como foco a experiência digital do cliente. “É preciso adequar o modelo de operação aos processos de negócio.” Para isso, Vasconcelos cita quatro abordagens que os líderes de TI precisam ter em mente: o envision, o engajamento, a transformação digital e a otimização. “O primeiro ponto é o que podemos chamar de ideação, ou seja, como o seu negócio vai ser digital, enquanto o engajamento é quando se avalia se faz sentido o que o cliente está pedindo. Depois, vem a transformação em si e, em seguida, a melhoria continua”, explica.

Nesse processo, o executivo diz que a DXC, criada a partir da fusão da divisão HPE Enterprise Services com a Computer Sciences (CSC) e que se tornou uma empresa independente recentemente, está preparada para dar suporte e apresentar as melhores soluções.

Os bancos, lembra Vasconcelos, foram os últimos a entrar na era digital, embora hoje estejam à frente de outros setores nesse processo. “Mas dizer que um banco, ou mesmo qualquer outra empresa, já é digital é cometer um equívoco, em vista da gama das soluções possíveis.”

O desafio para se chegar à transformação digital do sistema financeiro —segmento bancário, meios de pagamento e seguros — é imenso, ressalta ele. “O sistema financeiro tradicional não nasceu digital, apresenta um legado imenso e é um setor regulamentado por uma normatização estrita, portanto é preciso uma proposta de jornada, ou seja, programada passo a passo”, finaliza.