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Apesar da expansão de ofertas em nuvem, receita da Oracle com o serviço permanece baixa

Embora a empresa tenha registrado alta de 62% na receita com serviços em nuvem no segundo trimestre fiscal, para US$ 1,05 bilhão, cifra ainda representa apenas 12% da receita total

17 de Dezembro de 2016 - 00h54

Apesar de o negócio de computação em nuvem da Oracle ter registrado rápido crescimento nas vendas no segundo trimestre do seu ano fiscal de 2017, encerrado em 30 de novembro, os ganhos foram apenas modestos. Isso mostra que a promessa de seu presidente executivo, Larry Ellison, de desbancar a líder nesse mercado Amazon.com ainda está muito longe de se concretizar.

Embora a fabricante de software tenha registrado crescimento de 62% na receita com computação em nuvem, que passou de US$ 649 milhões no segundo trimestre do ano fiscal de 2015 para US$ 1,05 bilhão no mesmo período deste ano, ela ainda representa apenas 12% da receita total. A maior parte dessa receita, por sinal, foi proveniente das vendas de software como serviço (SaaS) e plataforma como serviço (PaaS), que cresceram 81% ano sobre ano, para US $ 878 milhões.

A receita total da Oracle no segundo trimestre fiscal foi de US$ 9,03 bilhões, mantendo-se praticamente estável, enquanto o lucro líquido caiu 8%, de US$ 2,2 bilhões um ano antes para US$ 2 bilhões.

Os resultados sugerem que a Oracle ainda não ganhou muito terreno no mercado de nuvem. A título de comparação, basta notar que a receita da unidade de computação em nuvem da Amazon, que está em grande parte concentrada no mercado de infraestrutura, cresceu 55%, para US $ 3,23 bilhões. Além disso, as vendas de licenças de software (on-premises), que totalizaram US$ 6,1 bilhões no terceiro trimestre fiscal, ainda representam 68% da receita total.

Além da divulgação dos resultados financeiros, a Oracle oficializou a nomeação pelo presidente eleito dos EUA, Donald Trump, da coCEO Safra Catz para o comitê executivo de sua equipe de transição. Catz, que continuará trabalhando na Oracle, participou da reunião realizada esta semana por Trump com executivos de empresas de tecnologia. Os contratos com o governo federal não representam mais de 5% da receita da Oracle, de acordo com uma estimativa da Stifel Nicolaus & Co.

"O aumento da receita de nosso negócio de nuvem está começando a superar o declínio do nosso novo licenciamento de software", disse Catz durante teleconferência com analistas financeiros nesta sexta-feira, 16. "Nossa receita com nuvem será maior do que a nossa nova receita com licença de software no próximo ano fiscal, quando a transição já estará amplamente concluída."