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Apenas 15% das companhias brasileiras não rodam soluções em cloud

Pesquisa da SolarWinds revela que a computação em nuvem já é quase onipresente nas empresas brasileiras

06 de Abril de 2016 - 16h22

A adoção da nuvem já é quase onipresente nas empresas brasileiras. Pelo menos é o que constatou uma pesquisa da SolarWinds. Segundo o levantamento, apenas 15% das companhias não migraram parte de sua TI para um ambiente cloud. Da maioria que já realizou esse movimento, 66% moveram aplicativos, 36% levaram recursos de armazenamento e 35% migraram seus bancos de dados para a nuvem.

O relatório destaca a evolução de ambientes híbridos, em um processo que deve se intensificar nos próximos anos. A pesquisa revela que  64% dos respondentes afirmam que é improvável que toda a infraestrutura de suas organizações um dia migre para a cloud. Porém, 43% estimam que metade da TI de suas organizações estará na nuvem em um intervalo de até cinco anos.

Os três principais benefícios observados com a adoção do conceito tocam o aumento da flexibilidade/agilidade da infraestrutura, redução de custos e mais opções de serviços. Na outra ponta, os obstáculos para o avanço do conceito versam sobre questões referentes a segurança/conformidade, gestão de ambientes de vários fornecedores e sobre o convecimento de líderes empresariais da necessidade e/ou benefício do modelo.

Dentre as principais conclusões, está o fato de que quase todos (98%) dos profissionais de TI brasileiros pesquisados reconhecem que a adoção de tecnologias em nuvem é importante para o sucesso em longo prazo do negócio de suas organizações.

Impacto na carreira

No centro da evolução do modelo cloud está o profissional de TI, que precisa garantir um desempenho constante de aplicativos, dispositivos, redes e sistemas, independentemente da localização. As organizações enfrentam o desafio de terem recursos humanos capacitados e ferramentas necessárias para gerir adequadamente os ambientes híbridos.

Os trabalhadores são confrontados com uma dupla tarefa: aumentar a eficiência por meio de serviços de nuvem e, ao mesmo tempo, garantir que sistemas críticos, bancos de dados e aplicações estejam seguros. Para isso, precisam novas habilidades, ferramentas e recursos para conduzir com sucesso a continuação da migração rumo à cloud.

Porém, apenas 31% estão confiantes que suas organizações têm atualmente os recursos adequados para gerenciar um ambiente híbrido de TI. As cinco principais habilidades necessárias para executar essa tarefa toca ferramentas e métricas de monitoramento/gerenciamento (65%), arquiteturas distribuídas (55%), arquiteturas orientadas para serviços (51%), migração de aplicativos (43%) e gestão de fornecedores (39%).

Além disso, apenas 35% indicaram que têm o nível de apoio necessário da liderança e da organização como um todo para desenvolver/melhorar as habilidades que acreditam serem as mais necessárias com o objetivo de gerenciar melhor ambientes híbridos de TI.

As conclusões do relatório da SolarWinds são baseadas em uma pesquisa de campo realizada em dezembro de 2015, que coletou respostas de 111 profissionais de tecnologia, gerentes e diretores de empresas brasileiras de pequeno e médio porte dos setores público e privado.