Telecom

Anatel libera faixa para uso do 4G em SP, BH, Curitiba e Porto Alegre

Foram incluídos na lista 40 municípios onde há viabilidade técnica para a implantação das redes de comunicações móveis

30 de Maio de 2018 - 09h28

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, informou ontem (29) que o grupo responsável pelo desligamento do sinal analógico decidiu liberar o uso da faixa de frequência de 700 mega-hertz (MHz) para transmissão do serviço móvel em quatro regiões: São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), e Porto Alegre (RS). A decisão antecipa o cronograma para a liberação da faixa para seu uso no 4G.

A Anatel informou que, no total, foram incluídos na lista 40 municípios onde há viabilidade técnica para a implantação das redes de comunicações móveis (4G/LTE), na faixa de 700 MHz. Também estão entre os municípios São Roque de Minas (MG), Jundiaí, Mogi das Cruzes e São José dos Campos, todos no interior de São Paulo.

Com isso, as operadoras de telefonia poderão solicitar à agência reguladora a liberação do sinal para operar na faixa de 4G, após campanha de mitigação, em que se verifica a possibilidade de interferência na rede de outras operadoras ou na geração do sinal de TV.

Quadros disse que o prazo de mitigação pode durar cerca de 30 dias, uma vez que não foi verificado, até o momento, nenhum tipo de interferência. “Estamos antecipando esse calendário em 18 meses, no caso de São Paulo, para liberar essa frequência. Imagino que em junho ela já esteja sendo utilizada nessas cidades, visto que no Rio de Janeiro esse período final de mitigação não levou nem 30 dias” afirmou Quadros.

Essas cidades já tiveram os sinais analógicos da TV desligados em datas diferentes e aguardavam a liberação do sinal para o uso do 4G. O processo de desligamento do sinal analógico previa um prazo de 18 meses entre a desocupação do espaço pelas TVs abertas e a ocupação posterior do serviço de telefonia móvel.

“Quando se desliga o sinal analógico leva um tempo, que chamamos de mitigação, para que haja a limpeza e certeza de que a frequência a ser operada pela telefonia celular não venha a causar interferência no sinal digital e no sinal das operadoras”, disse Quadros. “Passado esse tempo da verificação é que se libera a telefonia celular para usar a frequência”, acrescentou.