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Alunos conectados, riscos redobrados

Cibercrime já preocupa muitos responsáveis pela segurança da informação em instituições de ensino

25 de Fevereiro de 2016 - 07h00

A tecnologia tem provocado profundas transformações no ambiente educacional, impactando na modernização dos formatos de ensino e na disseminação da troca de dados e informações no ambiente acadêmico. A possibilidade de acessar e compartilhar dados e serviços, a qualquer hora e local, traz uma série de vantagens para essas instituições. No entanto, por outro lado, torna esses ambientes cada vez mais vulneráveis a ataques.

Na verdade, o cibercrime já preocupa muitos responsáveis pela segurança da informação em instituições de ensino. De acordo com uma pesquisa global, elaborada pelo CDE (Center for Digital Education) a pedido da Dell, 73% dos executivos de TI neste setor colocam a cibersegurança como uma das principais preocupações na atualidade.

Ainda de acordo com o estudo, apesar de 77% dos entrevistados planejarem investir mais em segurança de rede, exatamente os problemas relacionados à infraestrutura de rede são hoje um dos maiores desafios para ambientes universitários cada vez mais digitais e conectados.

Outro importante dado, ainda hoje as maiores ameaças ainda estão relacionadas a ataques de phishing e malware, aonde 70% e 63% dos entrevistados ainda esperam novas ocorrências para os próximos anos.

De forma geral, o que acontece nas nestas instituições é que o crescimento do acesso de múltiplos dispositivos à rede corporativa e o aumento do tráfego de conteúdo – graças a adoção de novas práticas de ensino que demanda maior consumo de dados sobre a internet – não têm sido proporcionais aos orçamentos disponíveis para blindar os ambientes de ataques e invasões virtuais – e isto, na América Latina é ainda mais grave, tendo em vista que os orçamentos quase sempre não acompanham as cifras de países de primeiro mundo. Somado a isso, boa parte dos ambientes educacionais lida com uma série de sistemas legados ultrapassados e que não conversam entre si, o que cria um desafio ainda maior à segurança.

Em outras palavras, o problema de segurança nessas instituições de ensino vai muito além da instalação de firewalls e softwares para combater códigos maliciosos. A solução depende de uma política de segurança que contemple todas as camadas de rede e que possa ser escalável para garantir o desempenho necessário para suportar um volume exponencial de dados, que acompanha a própria digitalização destes ambientes acadêmicos. 

A solução para a segurança nas redes universitária passa pela combinação de firewalls de próxima geração; controle de acesso remoto e gerenciamento de identidade e acesso; análise e proteção de ameaças; e gestão centralizada e simplificada. Ou seja, sistemas mais sofisticados e eficientes, mas com menor custo de controle e sobre tudo manutenção ao longo do tempo. Além é claro, de olhar especial para regulações e leis locais, que vêm amadurecendo rapidamente frente a adoção massiva da internet para suportar diversos setores.

A boa notícia é que estamos vivendo apenas o início desse desafio e os gestores de TI que acordarem para essa questão ainda têm tempo de buscar alternativas para garantir a segurança das informações e dados em suas instituições acadêmicas.

E mais do que isso, o mercado oferece um número cada vez maior de alternativas, com soluções sofisticadas e adequadas aos mais diversos orçamentos e que atendem às necessidades geradas pela mobilidade e digitalização. Nunca antes também para estas instituições de ensino segurança foi um tema primordial para suportar a evolução dos processos de ensino em sintonia com um novo cotidiano de hiper conectividade.

*Vladimir Alem é gerente de marketing da Dell Security para América Latina.