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Administrador de sistemas passa a maior parte do tempo ocupado com manutenção e suporte

Mas a maioria dos administradores de PMEs prefere trabalhar na implementação de hardware e na avaliação de novas soluções, diz relatório da Paessler

19 de Dezembro de 2016 - 18h46

A maioria dos administradores de sistemas passa a maior parte do tempo ocupado com tarefas de manutenção, suporte interno e cuidando da segurança de TI. Mas, o que eles realmente preferem é trabalhar na implementação de hardware e na avaliação de novas soluções. Para os administradores brasileiros, a atividade menos apreciada é a de help desk.

É o que aponta relatório de 2016 sobre os administradores de sistemas da Paessler AG, especializada em soluções para monitoramento de rede. O estudo destaca os desafios enfrentados pelos profissionais que atuam em pequenas e médias empresas (PMEs).

O levantamento foi composto por diversas perguntas, inclusive um ranking das variadas tarefas que os administradores de sistemas exercem, quanto tempo levam na realização de cada uma e qual delas eles gostam mais, em uma escala de 1 a 5. A nota media dos administradores que passam a maior parte do tempo ocupado com tarefas de manutenção foi 3,6, suporte interno, 3,52 e segurança de TI, 3,38. A nota media dos que preferem trabalhar na implementação de novos hardwares foi 4,31 e na avaliação de novas soluções, 3,97.

Quando questionados acerca de quais serviços relacionados ao gerenciamento da TI estavam efetivamente planejando adotar, os mais citados foram virtualização, computação em nuvem, cibersegurança e gerenciamento de rede, enquanto poucos reportaram planos de gerenciamento de big data, Internet das Coisas (IoT), sistemas de hiperconvergencia ou rede definida por software. No Brasil, especificamente, a adoção de tecnologia de cibersegurança e de prevenção de shadow IT lideram o ranking.

Paessler Infografico

 

Campo de trabalho

Os profissionais que participaram da pesquisa estão em comum acordo de que o campo de trabalho deles está em constante mudança. Quase metade dos entrevistados (48,6%) relatou que a sua atividade passou por “algumas mudanças” nos últimos cinco anos, e 30% assumiram que sua carreira mudou completamente no mesmo período. Apenas 5,7% consideram que a sua atividade continua igual nos últimos cinco anos. E, embora o trabalho e a tecnologia sigam mudando, 39,7% não acreditam que os fabricantes e fornecedores de TI entenderam os desafios que eles enfrentam.

“O relatório aponta a realidade dos administradores de sistemas, com algumas surpresas positivas — e negativas. Esse pessoal é a espinha dorsal da TI e merece o devido apoio, tanto das empresas em que trabalham como dos fabricantes de tecnologia”, comenta Dirk Paessler, fundador e CEO da Paessler AG.

Dos participantes, 40,8% possuem nível superior, 23,6% têm treinamento vocacional e 35,6% aprendeu a atividade na prática do trabalho. No Brasil, a grande maioria (82%) tem curso superior.

Certificações Microsoft são as mais populares (45,6% possuem pelo menos uma). As certificações Cisco aparecem em segundo lugar com 26,8%, seguidas por VMware (17%) e CompTIA (13,8%). Os profissionais brasileiros seguem essa tendência, com exceção para CompTIA que ainda aparece de forma irrelevante.

Apenas 28,7% descrevem a si próprio como “especialista em TI”. A maioria se identifica como “generalista”. Entre os especialistas, virtualização (56,6%) e segurança (42,9%) são os tipos de especialização mais comuns.

Mais de 650 administradores de sistemas em vários países participaram do levantamento, possibilitando uma visão geral sobre esse grupo diverso de profissionais e como eles se sentem em relação à profissão.  No Brasil, participaram da pesquisa administradores de sistemas, de diferentes segmentos de mercado, como finanças, telecomunicações, saúde, bens de consumo, governo, transporte entre outros.