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Abranet defende que regulamentação para IoT no Brasil seja diferenciada

Eduardo Parajo, presidente da entidade, disse que não se deve tentar colocar a Internet das Coisas dentro de regulações que já existem hoje para outros setores ou atividades

03 de Outubro de 2017 - 21h12

A participação dos pequenos provedores tem se expandido bastante no Brasil, especialmente em regiões desassistidas de infraestrutura. E utilizar essa capilaridade será fundamental para o desenvolvimento da Internet das Coisas (IoT) no país, que deve ter uma regulamentação inicial diferenciada. É o que defendeu o presidente da Associação Brasileira de Internet (Abranet), Eduardo Parajo, durante um painel no Futurecom 2017, em São Paulo, nesta terça-feira, 3, que discutiu os modelos de negócios em Internet da Coisas.

“Estamos falando de um mercado desconhecido, então seria recomendável esperar o mercado se desenvolver e corrigir o que será preciso na medida em que ele cresce, buscando alavancá-lo”, ponderou Parajo, ao defender uma regulamentação específica para o setor. “Temos de pensar diferente e não tentar colocar IoT dentro de regulações que já existem hoje para outros setores ou atividades. Isso, mais o apoio com políticas públicas de incentivo, seria um bom ponto de partida para o processo de desenvolvimento da IoT no Brasil”, acrescentou. 

Segundo ele, os pequenos provedores podem colaborar bastante, principalmente criando infraestrutura que hoje não tem em algumas regiões, estabelecendo um cenário bastante promissor para o futuro, e no qual elas podem estar inseridas, colaborando com os outros players. 

Parajo contou que sempre destaca junto aos pequenos e médios provedores que as grandes operadoras não são seus concorrentes. “Existem disputas de mercado, evidentemente, mas os pequenos e médios estão fazendo um trabalho complementar”, disse. Em sua avaliação, essa complementaridade deve ser ampliada com a entrada de novos players na cadeia, como os fornecedores de tecnologia, de sensores, de aplicativos. 

Para o executivo, é fundamental as empresas envolvidas com IoT se unirem na busca por soluções que tornem a tecnologia um sucesso. “Não podemos tentar excluir um ou outro. Não temos uma única solução que pode ser aplicada a tudo em IoT, precisaremos dos vários atores da cadeia”, alertou. “O grande lance em IoT estará no processamento das informações, na necessidade de termos sensores espalhados, enviando informações para datacenter e clouds para serem processados. Aqui teremos uma grande oportunidade para todos poderem alavancar um futuro mais promissor”, afirmou.