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Abinc se une à entidade internacional para padronizar IoT no Brasil

Associação dá passo importante para popularização do uso de internet das coisas no País

13 de Março de 2018 - 12h20

A Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc) anuncia nesta terça-feira (13/3) uma iniciativa que promete ser um importante passo para a popularização de IoT no Brasil. A entidade uniu forças com a LoRa Alliance, instituição internacional que trabalha no desenvolvimento de um padrão global para IoT, a fim de desenvolverem em conjunto uma definição padrão da frequência utilizada para a comunicação de dispositivos de IoT.

O foco é padronizar a tecnologia de transmissão dos dispositivos de IoT no País e ajudar a reduzir custos, estimular a produção e inovação nacional e acelerar a proliferação do uso da tecnologia.

O anúncio vai ao encontro dos avanços que o setor pretende promover nos próximos meses com a regulamentação da portaria da Anatel que homologa o uso da tecnologia Lora no Brasil, que passará a valer a partir de abril.

Com a colaboração entre as duas entidades, empresas brasileiras associadas da Abinc poderão promover as tratativas para desenvolvimento de uma rede de comunicação padrão para o país e para a América Latina.

Luis Viola, diretor de tecnologia da Abinc, comenta que essa padronização vai permitir a interconectividade entre os dispositivos de IoT, estimular a produção e desenvolvimento de tecnologia nacional e ajudar na popularização do uso das tecnologias por todos os setores da economia e para o usuário final com custos mais acessíveis.

A LoRa Alliance promove um padrão aberto para redes baseadas em LoRa denominadas LoRaWAN. O padrão foi desenvolvido pela Semtech e os proprietários da tecnologia do chip são a IBM Research e a Actility. Fazem parte da LoRa a Cisco, KPN, Orange, ZTE entre outros.

Em uma solução de IoT, a conexão direta de "coisas" (sem utilizar um gateway) para distâncias superiores a 300 metros (Wide Area) é feita em grande parte utilizando-se as redes celulares nas suas diversas tecnologias (GPRS/EDGE, 3G e 4G). Estas redes foram projetadas para comunicação entre pessoas e apresentam um custo de conexão e consumo de bateria que limitam a viabilidade de sua utilização na conexão de "coisas". As redes Low Power Wide Area (LPWA) surgiram para conectar milhões de "coisas", com redes de melhor cobertura, menor custo de conexão e menor consumo de bateria, ampliando desta forma o leque de soluções de IoT.