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5G: O desafio de atender um consumidor ávido por mobilidade e velocidade

O caminho é longo, mas os resultados para o consumidor e as empresas prometem ser promissores

20 de Setembro de 2017 - 12h46

Em um mundo cada vez mais conectado, as novas tecnologias e a infraestrutura que suportará essas inovações ganham uma importância enorme. Muito tem se ouvido falar do 5G, de como poderá combater os gargalos e atender à demanda por conectividade. E as empresas estão ansiosas para experimentar seus efeitos.

Um estudo realizado em agosto deste ano pelo instituto de pesquisas Gartner com companhias que trabalham com o consumidor final mostra que nada menos que 75% das empresas entrevistadas estão dispostas a pagar mais para ter acesso aos recursos da tecnologia móvel 5G.

Se por um lado a oportunidade de negócio que se apresenta é enorme, por outro ela traz um grande desafio para as operadoras e provedores de telecomunicações, que precisarão adequar sua estrutura de rede. Cada passo que se deu nas tecnologias anteriores e atuais de conectividade nos últimos anos demandou a ampliação da largura de banda, maior estabilidade das conexões e ferramentas para garantir a segurança.

Nossos smartphones, dispositivos pessoais de internet das coisas, prédios inteligentes e sistemas de pagamentos, entre outros, demandarão baixa latência e alta confiabilidade. Afinal, até o final desta década o tráfego gerado por dispositivos móveis alcançará bilhões de conexões.

E como atender a um consumidor ávido por mobilidade e velocidade de conexão? Para começar, serão necessários grandes investimentos em infraestrutura LTE, com implementação de novas tecnologias e arquiteturas como SDN e NFV que, combinadas, podem garantir o rendimento da rede.

Esse caminho passa pela adoção de soluções integrais de fibra como plataforma de convergência de rede e recursos para o gerenciamento automatizado da infraestrutura na camada física. E como proteção é essencial, pela padronização da segurança em comunicações máquina a máquina (M2M).

As operadoras de redes móveis também terão que ampliar o número de antenas base stations dentro de suas áreas (o que exige soluções mais sofisticadas para infraestrutura de cabeamento), virtualizar sua infraestrutura, para poder controlar as fileiras de espectro nas redes de 5G, e investir na otimização da rede. Afinal, a importância da relação sinal/ruído, essencial para garantir um serviço de dados sólido, será cada vez maior. 

O caminho é longo, mas os resultados para o consumidor e as empresas prometem ser promissores.

*Roberto Mangullo é diretor de vendas da divisão wireless da CommScope no Brasil.