Telecom > Telecom

4G, 4,5G, 4G Max e 4G+: Entenda como essas tecnologias impactam o consumidor

Essas versões da tecnologia chegam um pouco mais perto do que foi prometido ao consumidor em termos de velocidade da 4G LTE

19 de Outubro de 2017 - 15h18

Mesmo quatro anos após o seu lançamento, a internet 4G ainda é considerada algo recente na maior parte do mundo, visto que sua cobertura ainda não contempla todas as praças, e principalmente, regiões subdesenvolvidas. Mesmo assim, as operadoras de telefonia móvel têm se mobilizado para extrair o máximo do potencial dessa tecnologia.

No começo de outubro, a Claro anunciou a ampliação da tecnologia de rede 4,5G em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Salvador, São Luís e Campinas, até o fim do ano. O 4,5G, que já está disponível em Brasília, será implantado gradativamente nessas praças, totalizando 11 cidades ainda neste ano. Vale lembrar que a Vivo também já conta com a novidade em 77 cidades. Mas, afinal, o que é o 4,5G? E o 4G Max e 4G+?

Todas essas versões fazem parte da tecnologia 4G, definida como LTE (Long Term Evolution) que pode chegar até 600 megabits por segundo (Mbps) de velocidade de download. A diferença é que as versões 4,5G, 4G+, Max chegam um pouco mais perto do que foi prometido ao consumidor em termos de velocidade da 4G LTE. Essas “novas” versões da tecnologia 4G são conhecidas oficialmente como LTE-A (Long Term Evolution Advanced), e oferecem velocidades maiores e mais estáveis do que o LTE normal. Isso acontece por meio da agregação de canais, ou seja, em vez do consumidor se conectar ao sinal mais forte em sua vizinhança, ele pode baixar dados de diversas fontes ao mesmo tempo.

Enquanto as conexões de dados padrão usam uma antena e um sinal em qualquer momento, o 4G LTE-A combina diversas antenas no transmissor (torres 4G) e no receptor (smartphone). Testes de laboratório mostram que a velocidade do 4G LTE pode chegar até 150 Mbps de download, o que no dia a dia se traduz em uma velocidade média de 14 Mbps para o consumidor. Já o 4G LTE-A registrou 300 Mbps de velocidade em testes de laboratório, enquanto o consumidor receberia por volta de 40 Mbps.

Alcançar a velocidade de 300 Mbps de download significaria, por exemplo, baixar um filme completo em HD em menos de dois minutos em um dispositivo móvel, considerando que ele seja compatível com a tecnologia. Diante desse avanço, as fabricantes de smartphones estão produzindo aparelhos com a opção de suporte para a tecnologia LTE-A, que pode ser identificada na tela como 4G+.

O impacto que o 4,5G terá sobre o consumidor dependerá do que as operadoras se comprometerem a entregar em contrato com seus clientes. Atualmente, a velocidade 4G LTE da Claro e a Vivo, em contrato de telefonia móvel pós-pago, é de até 5 Mbps para download e de até 0,5 Mbps para upload, com a garantia de que o cliente irá receber o mínimo de 40% dessa velocidade, de acordo com a tecnologia da área de cobertura, em conformidade com a Resolução 575/2011 da Anatel de 01/11/2014.

Com a chegada do 4,5G é importante que o consumidor fique de olho nos preços praticados e os compare antes de adquirir um plano de internet móvel. Nos planos de 4G convencional com 5 GB de franquia de internet, por exemplo, a diferença nos valores da cidade de São Paulo chegou a 49%. Por isso, é bom ficar atento!

*Jonas Justo é CEO da Melhor Escolha, plataforma de comparação de planos de TV por assinatura, internet, telefone fixo e móvel.