Negócios

10 maiores cortes da indústria de tecnologia

Ninguém está 100% seguro em um emprego. Aqui estão algumas das maiores demissões do setor

11 de Julho de 2018 - 10h01

À medida que as empresas disputam a maior participação de mercado em um segmento altamente competitivo, há vencedores e perdedores ao longo dos anos. Ninguém imaginava que poderosas instituições, como a Nokia, se transformariam e deixariam de ser tão grandes como já foram.

E o ônus geralmente recai primeiro sobre os colaboradores. Conheça alguns dos piores cortes que já aconteceram em empresas de tecnologia:

1. HTC

Número de demissões: 1,5 mil

A fabricante de celulares de Taiwan está planejando cortar um quarto de sua força de trabalho global, para tentar combater a perda de participação de mercado para empresas como Samsung, Apple e Huawei.

A empresa - que em 2017 fechou um acordo de US$ 1,1 bilhão com o Google, que passou a ter acesso à equipe e propriedade intelectual da HTC - vai demitir 1,5 mil postos de trabalho em Taiwan, cerca de um quarto de seus 6.540 funcionários, segundo a Reuters. As demissões devem ser concluídas até setembro de 2018. Ao mesmo tempo, a companhia vai se reestruturar para unir seus negócios de smartphones e realidade virtual em cada região que eles operam.

A empresa, que já vendeu um em cada dez smartphones globalmente, foi drasticamente eliminada dos cinco maiores fabricantes pelo volume de envios nos últimos anos, que são agora Apple, Samsung e as fabricantes chineses Huawei, Xiaomi e Oppo, respectivamente.

2. BT

Número de demissões: 13 mil

A BT anunciou, em maio de 2018, planos de cortar 13 mil empregos em três anos, respondendo por 12% de sua força de trabalho total. A ação afetará, principalmente, as funções de gerência média e back-office. Um terço dessas demissões afetará os funcionários fora do Reino Unido.

As medidas visam reduzir os custos da empresa em 1,5 bilhão de libras. Mas, ao mesmo tempo, a empresa disse que pretende contratar seis mil novos funcionários para "apoiar a implantação de redes e o atendimento ao cliente".

3. Microsoft

Número de demissões: até 5 5mil

A Microsoft anunciou uma grande reorganização em julho do ano passado e, com isso, cortou milhares de empregos. Os relatórios sugerem que os cortes afetaram principalmente as equipes de vendas fora dos Estados Unidos, respondendo por 10% da força de vendas total da empresa, segundo a CNBC.

4. Cisco

Número de demissões: 5,5 mil

A Cisco, uma das maiores empresas de redes do mundo, cortou 5,5 mil funcionários no último verão do hemisfério norte, totalizando 7% de sua força de trabalho global. O movimento da empresa em direção a focar em software foi considerado um fator contribuinte para a demissão em massa.

Essa demissão é a segunda maior da história da empresa. O maior corte foi em 2014, quando 6 mil pessoas foram demitidas, representando 8% da força de trabalho total.

5. Intel

Número de demissões: 12 mil

Em 2017, a Intel cortou sua força de trabalho em 11% para "acelerar sua transformação". Ela anunciou uma mudança de estratégia em fevereiro de 2016, alegando que queria investir em empresas alinhadas com sua transformação e, embora isso não esteja explicitamente ligado aos cortes de empregos, os relatórios sugerem que isso poderia ser um fator de influência.

6. IBM

Número de demissões: 14 mil, de acordo com analistas financeiros.

No início deste ano, a IBM iniciou um trabalho em massa com seus funcionários dos EUA, com uma estimativa de 14 mil funcionários sendo dispensados.

Além disso, em 2015, alegou-se que a IBM cortaria cerca de 26% de sua força de trabalho global, de 435 mil pessoas. Isso equivaleria a pouco mais de 100 mil funcionários - uma afirmação que a IBM nega veementemente, classificando-a como "ridícula".

7. IBM

Número de demissões: 60 mil

Claramente, a IBM não é contra grandes dispensas de colaboradores. Em 1993, o então presidente do conselho, Lou Gerstner, anunciou que 60 mil empregos seriam cortados - economizando à empresa cerca de US$ 4 bilhões por ano.

8. HP

Número de demissões: 55 mil

A Hewlett Packard, que emprega cerca de 300 mil funcionários em todo o mundo, anunciou em 2012 que começaria a reduzir sua força de trabalho na medida em que agiliza suas operações e transfere seu foco das vendas de hardware para software.

No início deste ano, a empresa disse que o total de cortes até agora chegou a 55 mil.

9. AT&T

Número de demissões: 40 mil

A empresa de telecomunicações norte-americana anunciou em 1996 que daria a 40 mil funcionários suas demissões durante três anos, parte de um plano de reestruturação que levou a empresa a transformar a Lucent e a NCR em empresas independentes.

10. HP

Número de demissões: 25 mil a 30 mil

A HP anunciou, em setembro de 2015, uma nova onda de cortes que poderia chegar a 10% de sua força de trabalho, para dividir seu braço de serviços corporativos de seus negócios de PCs e impressoras. É provável que a ação contabilize cerca de 80 mil demissões.

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