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10 cenas da via crúcis da inteligência artificial nas empresas brasileiras

Qual o verdadeiro estágio da AI no Brasil? Ela de fato funciona ou é apenas um hype?

28 de Junho de 2018 - 14h51

Inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) é um dos hypes da tecnologia no momento. Seja para automação de processos industriais ou para assistentes virtuais, empresas e pessoas têm apostado na tecnologia.

Mas qual o verdadeiro estágio da inteligência artificial no Brasil? Ela de fato funciona ou é apenas um hype?

Evandro Barros, CEO da Data H, startup que criou um software para cruzamento de dados - reunindo big data, inteligência artificial, com foco em machine learning -, traçou a via crúcis (Caminho da Cruz) da AI nas empresas brasileiras, dividida em 10 cenas.

Confira:

Cena 1: C-level motivado por propagandas fantásticas e pela hype decide que a empresa precisa de AI.

Cena 2: gerente que até hoje só conduziu implantação de software recebe a missão de criar um projeto de AI, mesmo sem saber o que é.

Cena 3: por achar que AI é um software, a TI da empresa quer receber um cronograma do projeto, uma análise de requisitos além, é claro, do código fonte no final (que não existe).

Cena 4: gerente recebe do C-level a primeira ameaça de emprego se não colocar a AI em funcionamento, a mesma AI que ninguém sabe como funciona.

Cena 5: a empresa que jurava ter todos os dados do mundo descobre que não tem o mínimo necessário.

Cena 6: os pesquisadores que conduziam o projeto avisam a empresa que os dados são "furados", e o tal calendário do projeto vai para o brejo.

Cena 7: a empresa, mesmo assim, exige que a AI funcione, pois o gerente teme sua demissão.

Cena 8: pesquisadores cantam o mantra pela vigésima vez: Sem dados, sem AI. Se entrar carne de porco não vai sair linguiça de frango.

Cena 9: depois de muitas reuniões acaloradas, empresa conclui: inteligência artificial não funciona, é tudo hype!

Cena 10: empresa norte-americana fez o serviço de casa: compra empresa brasileira por uma ninharia.

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